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  • Foto do escritorJota Jorge

Conheça o craque - Sargentelli

Amigo do esporte, "Conheça o Craque" traz dessa vez um personagem ímpar e inesquecível. Radialista, apresentador de rádio e TV, empresário e detentor do título: "Mulatólogo". Estou falando de Osvaldo Sargentelli.

Desconhecido para muita gente, mas extremamente consagrado por quem o conhecia. Carioca, sobrinho de Lamartine Babo, deixou de ser apresentador dos programas "Preto no Branco" e "Advogado do Diabo", ambos na TV Tupi por ter sido preso e perseguido pelo regime militar. A partir daí, passou para a noite e abriu várias casas de show, como Sambão, Sucata e Oba-Oba. E sempre colecionando mulatas maravilhosas. Daí o título de "Mulatólogo".

Se apresentava sempre como Sargentelli e suas mulatas. A atriz Solange Couto foi uma mulata que iniciou sua carreira artística com Sargentelli. Depois dessas três casas no Rio de Janeiro, resolveu investir em São Paulo. Em plena Avenida Paulista abriu a casa de shows "Ziriguidum". Aliás, sempre iniciava seus shows com uma batucada ao fundo com percurssionistas do maior calibre chamando a platéia com: "Ziriguidum, Teleco Teco, Ziriguidum, Teleco Teco".

Homenageado por duas escolas de samba, uma em São Paulo, a Águia de Ouro e outra no Rio, a Unidos de Vila Rica, foi reverenciado no mundo do samba tendo muitos amigos. Alegre e sempre ativo, era respeitado por seu conhecimento musical. Sua voz grave encobria o risonho e gozador carioca que vivia rodeado das mulatas mais lindas do Brasil.

Em 2002, Solange Couto interpretava dona Jura na novela "O Clone". Ela tinha um bar onde desfilavam grandes personalidades. Pelé passou pelo bar de dona Jura. E a pedido de Solange Couto, a direção da Globo convidou Sargentelli para uma aparição no bar, uma maneira de Solange Couto homenagear quem a lançou. Ironicamente, logo após gravar a cena, Sargentelli sentiu-se mal e foi atendido a princípio por médicos da Globo.

Encaminhado rapidamente ao hospital Barra D'Or do Rio de Janeiro veio a falecer de parada cardiorrespiratória aos 78 anos. Casado três vezes, teve sete filhos e deixou um legado de amor pelo samba e coisas do Brasil.

Em 1977 foi lançado o filme "As Granfinas e o Camelô", dirigido por Ismar Porto, onde se pode ver trechos do show de Sargentelli e suas mulatas no Oba-Oba em São Paulo. Grande Sargentelli. Um baluarte da cultura brasileira. Saudade!


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