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  • Foto do escritorJota Jorge

Opinião objetiva - VAR: uma grande confusão

Amigo do esporte,


de acordo com a Fifa, o VAR poderá ser utilizado somente em lances decisivos do jogo que não ficaram claros para o árbitro e seus assistentes às margens do campo. Por exemplo, para definir se num lance de gol houve alguma irregularidade; para ter convicção na marcação de uma penalidade máxima; e na identificação de um atleta que tenha cometido uma falta grave.

Segundo a entidade, cabe ao árbitro central solicitar a revisão de um lance. Nesse caso, ele coloca uma das mãos sobre o ouvido para indicar que está consultando o VAR. Se ele entender que precisa revisar a jogada que ocasionou a dúvida, ele faz um gesto com as duas mãos desenhando um retângulo.

Ele pode definir o lance apenas com as informações dos auxiliares de vídeo ou consultando o monitor à margem do gramado formar a sua convicção do lance. É só pra isso que serve esse artifício. E fica bem claro que cabe ao árbitro do jogo solicitar o auxílio. E o que está ocorrendo e que eu acho um absurdo, é que o VAR está apitando jogos.

Ficou cômodo agora para o árbitro. Antes, tinha que tomar uma decisão. Agora, simplesmente acata a determinação da tecnologia. Qualquer motivo é motivo para paralização do jogo. E na maioria das vezes, o árbitro não tem culpa. É chamado pelo VAR e tem que interromper o jogo. Aí decide se vai na tela ou simplesmente acata a determinação da tecnologia. Sempre fui contra essa maneira de se utilizar o VAR.

Essa tecnologia ainda engatinha no Brasil. Às vezes o jogo para por minutos para se verificar um lance, o que poderia ser feito em segundos. Nem se comemora mais gol. O jogador tem que aguardar o retorno do VAR para comemorar. Que ridículo. Saudade do tempo em que se discutia um lance.

Foi ou não foi impedimento? Foi pênalti ou não? A bola entrou? Coisas que faziam do futebol uma paixão, provocava discussões acaloradas em bares, restaurantes, esquinas. Sou a favor da modernidade no futebol. Novas regras vieram para torná-lo mais dinâmico. O recuo de bola com os pés para o goleiro obrigando o mesmo a jogar com os pés foi sensacional. O goleiro não poder mais quicar a bola a vontade como fazia antigamente foi uma regra sensacional.

O fato da bola não precisar mais sair da área para a cobrança do tiro de meta foi outra medida pra agilizar o jogo. Enfim, tudo que serve para que a bola esteja em jogo o máximo de tempo possível é louvável. Aprovo esse tipo de modernidade. Porém, se é pra se ter tecnologia no futebol, que seja para dirimir dúvidas em segundos. A demora é injustificável. Dá, inclusive, margem a favorecimento aos times em determinados lances.

Não dá pra contestar a tecnologia. Mas só quando é bem aplicada, com pessoas capazes e com agilidade. Pra mim, o VAR deveria passar por uma reciclagem. E ser desativado até que volte com perfeição. Gente capacitada para comandar a tecnologia e gente capacitada para julgar o lance. E isso não está acontecendo. Em nenhuma das partes. Você não acha?

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