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  • Foto do escritorJota Jorge

Opinião objetiva - Tributo a um rei esquecido

Amigo do esporte,


Vou pedir permissão a Benito di Paula para parafrasear um título de uma de suas maravilhosas composições, para fazer uma justa e singela homenagem a um dos meus maiores ídolos: Éder Jofre. Tem muito jovem que nunca ouviu falar em Éder Jofre. E se ouviu, não faz ideia do que esse homem foi e é para nosso esporte.

O pai argentino, "seu Aristides" ou Kid Jofre, veio tentar a sorte no Brasil. A família humilde foi morar no Peruche em São Paulo. E Éder foi criado naquele bairro e como todos os homens da família tomou gosto muito cedo pelo boxe. E a princípio, somente seu pai acreditava no futuro brilhante que estava reservado para seu filho.

Campeão da Forja dos Campeões em 1953, Campeão Brasileiro dos Galos em 1958, Campeão Sul-Americano dos Galos em 1960, Campeão Mundial dos Galos pelo CMB (Conselho Mundial de Boxe, o primeiro dessa entidade) em 1960, Campeão Mundial dos Galos pela AMB (Associação Mundial de Boxe) em 1960, Campeão Mundial Unificado (títulos da NBA- Associação Nacional de Boxe e Européia) em 1962 e Campeão Mundial dos Penas pelo CMB (Conselho Mundial de Boxe ) em 1973.

Acumulou prêmios fantásticos como: Melhor Peso Galo do Mundo em 1963, Melhor Peso Galo de Todos os Tempos eleito pelo CMB, Melhor Peso galo da História pela Associação Interamericana de imprensa, Indicado para o Hall da Fama do Boxe, Citado na edição de 90° aniversário da revista "The Ring" a mais conceituada revista de boxe do mundo como melhor pugilista da década de 60 à frente de Muhammad Ali que ficou em segundo lugar. E quarta-feira ultima ingressou no West Coast Boxing Hall of Fame da Califórnia nos estados Unidos.

Dá pra se ter uma dimensão do que isso representa para nosso país? Não dá pra se ter ideia. Hoje Éder tem problemas de saúde. Diagnosticado erradamente como portador do Mal de Alzheimer, Éder sofre de encefalopatia traumática crônica, devido a sucessivos golpes na cabeça. Quase não fala mas se lembra de tudo sobre sua carreira e até faz pose de lutador quando lhe é solicitado.

Mesmo com esse problema, foi aos Estados Unidos receber mais uma homenagem. E aqui no Brasil, infelizmente nada se faz para homenagear essa bandeira de nosso esporte. Brilhante no ringue, humilde fora dele, torcedor do São Paulo F.C., que defendeu brilhantemente enquanto amador no pugilismo. E ninguém faz nada para lembrar esse mito, esse gênio do boxe.

O Brasil sempre foi muito esquecido de seus ídolos. São raros aqueles que ainda são lembrados. Uma pena. Um país se faz de memórias. E a do nosso Brasil sempre foi bem curta. Mas aqui, faço questão de enaltecer e homenagear esse monstro sagrado do boxe. Grande, enorme, fantástico Éder Jofre. Minhas reverências! Até mais!


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