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  • Foto do escritorJota Jorge

Opinião objetiva - Os efeitos da vaidade

Amigo do esporte,


houve um tempo em que nosso futebol era respeitado no mundo inteiro. Ganhávamos jogos só com nossa camisa. Craques fantásticos, dirigentes sérios, comprometidos. Nossos "cartolas" eram abnegados, se dedicavam aos clubes. Humildes, pouco apareciam. Deixavam os holofotes para os jogadores que por sua vez também tinham humildade e responsabilidade.

Bons tempos onde o futebol era diversão para o torcedor, mas era encarado com muita seriedade por dirigentes e jogadores. A mudança de comportamento dos jogadores já foi abordada várias vezes por mim. E como sempre disse e repito, é caso perdido. Quero me deter na mudança de comportamento do dirigente.

A partir do momento em que o futebol ganhou proporções gigantescas na mídia e na sociedade, uma vez que até bem pouco tempo era tratado como um esporte praticado por marginais, o dirigente mudou a postura.

Passou a querer ser o centro das atenções. Deixou a humildade de lado e fez da soberba seu "modus operandi". A vaidade tomou conta do futebol. Dentro e fora do campo. O dirigente hoje faz o que quer e sempre em seu benefício. E em todos os sentidos. Ou alguém duvida que exista no futebol a famosa "rachadinha"?

Ao invés do cartola pensar no clube, se dedicar a instituição, parte para o individualismo. para o "venha a nós e ao vosso reino nada". Lamentável que nosso país seja o país da impunidade. Existe uma lei que obriga o dirigente a prestar contas do gasto em sua gestão a frente do clube. Mas quem cobra isso? Quem presta conta? As contas do clube são submetidas a aprovação de um conselho deliberativo, que via de regra é mancomunado e foi eleito com votos do dirigente. E tudo acaba em pizza.

Tivesse rigor na apuração dos gastos, dificilmente um clube pagaria um salário de 800 mil, 1 milhão, 1,5 milhão. Sabe-se lá se nesse salário não estão embutidas comissões, participações, etc, etc, etc.

Senhores, enquanto o abuso não for coibido, nunca mais chegaremos ao lugar mais alto do pódio. Enquanto o dirigente não se moralizar, não deixar de lado a empáfia, a soberba, a vaidade, nosso futebol vai definhar a cada dia.

Como podemos exigir postura do jogador, se o dirigente não a tem? A mudança de comportamento tem que vir de cima. O futebol brasileiro dorme em cima de conquistas que já vão muito longe. A maldita vaidade destruiu o nosso cartão de visitas para o mundo.

No dia que todos os envolvidos com o futebol se imbuírem de humildade, talvez possamos almejar novas glórias. Enquanto isso, continuaremos a ver aberrações em campo ganhando salários astronômicos na base da rachadinha, colecionando fiascos e sendo alvo de chacotas e investigações criminais de nossos dirigentes. Lamentável! Até mais!

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