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  • Foto do escritorJota Jorge

Opinião objetiva - O fanatismo no futebol

Amigo do esporte,


a paixão pelo futebol beira as raias da demência. Quantas mortes estúpidas, quantas brigas, quanta tragédia. Tudo pela passionalidade de alguns torcedores que fazem do futebol a coisa mais importante da vida. E se chega a triste constatação de que ao invés de contribuir, esse fanatismo exacerbado acaba prejudicando o futebol, o torcedor comum e os jogadores. Sim, os jogadores. Você já deve ter acompanhado o fim de carreira abreviado de algum goleiro por ter falhado em jogo importante. A torcida faz com que o goleiro seja banido senão da carreira, pelo menos do time que está defendendo. Tudo por conta do fanatismo em não se admitir uma falha.

O torcedor age como se fosse perfeito. Arrebenta com o goleiro porque o coitado às vezes falha como todo ser humano. E assim é com o jogador que por infelicidade faz um gol contra sua própria meta. Dependendo do jogo e da circunstância, também pode ser banido do clube. Mas quero me deter numa outra posição, a do atacante.

Esse, então, sofre demais. A expectativa que se cria em torno do atacante faz com que o torcedor o obrigue a salvar o time todo o jogo. Quantos atacantes que foram banidos de um clube por não atingir uma boa performance, surgir arrebentando em outro clube? É comum, aliás, existem vários exemplos. Atacante que num clube vai mal e no outro se destaca.

A culpa disso não é só do torcedor. A imprensa também tem uma parcela. É preciso que se tenha muito cuidado tanto para criticar quanto para elogiar goleiro e atacante. Sim, existem os casos perdidos. Aqueles que realmente estão na profissão errada. Mas têm também aqueles que dão a volta por cima. E aí, tanto o crítico quanto o torcedor quebram a cara.

Cássio, por exemplo, foi ameaçado junto com sua família por torcedores imbecis. Pedro, atacante hoje no Flamengo, que vive uma fase espetacular, já foi excomungado por torcedores. E assim vários exemplos de jogadores crucificados injustamente que deram a volta por cima e hoje são ídolos de torcedores.

O fato é que o torcedor comum xinga, vaia, reclama e até pede a cabeça do jogador. Mas para por aí. Já o fanático, o doente, além de fazer tudo isso parte para o lado pessoal, e ameaça não só o jogador como a família. Vai ao aeroporto e intimida jogador, vai ao treino tirar satisfações. Ora, por favor, um cara desses pra começar é um desocupado. Quem trabalha não tem tempo de ir a treino cobrar jogador.

Depois, trata-se de um doente, pois ameaçar jogador de futebol de morte é coisa de anormal. A pressão sobre o jogador cresce a cada dia na medida em que certos doentes intimidam um cara que está trabalhando e, com raras exceções, não gosta de perder. Isso precisa acabar. A coisa está tomando um rumo perigoso. É preciso que se faça algo. Ou uma tragédia poderá estar próxima.

Futebol tem que ser encarado como esporte. Não pode servir de válvula de escape par problemas pessoais. Que as autoridades tomem atitude com relação a esses fanáticos. Pelo bem do esporte, que já foi apaixonante e envolvente. Mas que hoje é um foco perigoso de violência! Até mais!

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