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  • Foto do escritorJota Jorge

Opinião objetiva - O adeus de um pequeno gigante!

Amigo do esporte,


o boxe e o esporte mundial em geral sofreu uma enorme perda no último domingo. O "Galo de Ouro" acabou derrotado por um mal que durava desde fevereiro. Oito meses de luta como um bravo que sempre foi. Com 1,63 metros era um gigante nos ringues. De um desenhista frustrado a um dos maiores nomes do boxe mundial.

Iniciou a carreira no pugilismo influenciado pelo pai, Aristides Jofre que era pugilista também, e por ser de uma família de grades pugilistas. Do início como amador em 1953 no torneio "Forja de Campeões" até 1976, Éder Jofre conquistou 3 títulos mundiais, tendo seu nome gravado em vários Halls da Fama internacionais, principalmente nos Estados Unidos.

Campeão em duas categorias, galo e pena, foi considerado pela revista especializada e a mais conceituada de boxe "The Ring", o maior pugilista da década de 60 deixando ninguém menos do que Muhamad Ali em segundo lugar. A mesma revista o elegeu o nono melhor pugilista dos últimos cinquenta anos em 2002. E segundo especialistas conceituados Éder Jofre é o maior peso galo da era contemporânea.

Paulistano do bairro do Peruche, no amadorismo defendeu as cores do São Paulo F.C., time de seu coração. na única Olimpíada que disputou, em 1956 na Austrália, chegou como favorito, mas a irresponsabilidade da Organização Brasileira fez com que treinasse com um pugilista muito mais forte.

Acabou fraturando o nariz e, respirando pela boca chegou as quartas-de-final sendo derrotado pelo chileno Cláudio Barrientos que em novo confronto entre eles já no profissional, sofreu 8 quedas e uma derrota humilhante.

A carreira foi meteórica. Campeão dos galos em 1962 pela WBA (Associação Mundial de Boxe) , campeão dos galos com título unificado em 1963 pelas versões WBA e WBC (Conselho Mundial de Boxe), e dos penas em 1973 pela WBC, Éder Jofre teve um cartel notável de 81 lutas, 75 vitórias sendo 50 por nocaute, 4 empates e duas contestadíssimas derrotas para um mesmo pugilista, o japonês Masahiko "Fighting" Harada.

Foi vereador por São Paulo e professor de boxe após abandonar os ringues. Tem a honraria de ser eleito pelo WBC (Conselho Mundial de Boxe) o "Maior Peso Galo" de todos os tempos. Por tudo isso e pela pessoa humilde que sempre foi, mesmo no auge da fama tornou-se um ídolo eterno que, para aqueles que sabem reconhecer a grandiosidade de um gênio, para sempre estará em nossa memória.

Principalmente para quem teve o privilégio de assisti-lo "in loco" como eu. Estou triste. Perdi mais um grande ídolo! Um "Pequeno Gigante" que nos encantou com seus diretos, jabs, cruzados, hooks no fígado, uma ginga inimitável e uma sede de vitória que só se vê num legítimo campeão. Até mais!


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