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  • Foto do escritorJota Jorge

Opinião objetiva - Crônica de uma morte anunciada

Amigo do esporte,


nunca um título de livro, aliás um brilhante livro do colombiano Gabriel Garcia Márquez, caiu tão bem para descrever a passagem da Seleção de futsal pelo mundial na Lituânia. No livro, o personagem Santiago Nasar é assassinado pelos gêmeos Vicario. E o Brasil foi assassinado pela Argentina na semi-final.

Jamais nossa Seleção entusiasmou ou deu mostra de que brigaria pelo título. Começa pela campanha para chegar a semi-final. Na fase de grupos, venceu o Vietnã por 9x1, a República Tcheca por 4x0 e o Panamá por 5x1. Era o mínimo que se podia esperar. Adversários fracos, sem tradição.

Nas oitavas-de-final, enfrentamos o Japão e tivemos enorme dificuldade para vencer por 4x2, sendo que vencia até os segundos finais por 3x2 e sofria pressão dos japoneses. Veio a fase de quartas-de-final e sofremos barbaridade para passar pelo "poderoso" Marrocos por 1x0.

Chegamos a semi-final para enfrentar a atual campeã mundial: a Argentina. Equipe nova, com jogadores de talento e com um goleiro excepcional. Aliás, a única posição de nossa Seleção que não merece um único reparo é o gol.

Guitta, Djony e Willian são três dos melhores goleiros do mundo. Mas vamos ao elenco. Os fixos convocados foram Rodrigo, Lé e Marlon. Lé e Marlon se revezaram a maioria do tempo. Quem mais jogou nessa posição foi justamente o capitão Rodrigo. Com 36 anos, ultrapassado e gordo, foi um convite para a Argentina explorar suas deficiências e marcar os dois gols da partida decisiva que teve o placar de 2x1 em favor dos "hermanos".

Rodrigo foi um bom jogador. Tendo como seu ponto forte a raça e a garra, teve uma carreira de títulos. Mas na condição atual, jamais deveria ser convocado, quanto mais para capitanear a Seleção.

O tal Leozinho, que o narrador insistia em chamá-lo de príncipe, é um ala que arrebenta no seu time. Na Seleção é preciso ser objetivo. Falcão já parou. E Leozinho quis dar seu showzinho particular. Muita firula, pouca objetividade e muito choro no final.

Leandro Lino é, talvez, o melhor jogador de futsal do Brasil. Mas foi convocado vindo de uma contusão e uma paralisação enorme. Chegou ao Mundial sem condição física, sem "time" de jogo.

E nos pivôs, Rocha quando entrava sentia uma falta enorme de algum ala para encostar e fazer a jogada. O tal de Ferrão, apesar de artilheiro do mundial antes da rodada final, se preocupou em jogar para ele. Cheio de caras e bocas. E o narrador exaltava cada vez que Ferrão pegava na bola: o melhor jogador do mundo. Meu Deus! Não é possível que o futsal esteja tão pobre a ponto de eleger Ferrão como seu maior jogador.

Enfim, creio que a Seleção tenha chegado até longe demais. O treinador Marquinhos Xavier que nos clubes fez enorme sucesso, não acertou a mão na Seleção. Fala manso demais, passivo demais. Reclamou que teve "só" 52 dias para preparar o time. Nossa! É muito tempo, Marquinhos. Por todos esses motivos e mais alguns que não cito aqui para não me estender mais, é que o título dessa coluna é perfeito para a atuação pobre, sem brilho e ultrapassada de nossa Seleção no Mundial. É aguardar para um futuro melhor. Até mais!

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